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Ceará - Jan 12, 2011 - 2:18:51 PM
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Crédito imobiliário avança 140% no Ceará

Nos últimos 12 meses, finalizados em outubro deste ano, o Banco do Brasil (BB) deu salto na sua carteira de crédito imobiliário. Apenas no Ceará, foi contabilizado aumento de 140% no saldo, e a expectativa do banco é ultrapassar a casa do R$ 80 milhões direcionados para este fim até o fim do ano, contemplando moradias destinadas à pessoa física.

No que tange ao financiamento à produção, ou seja, aquele orientado às construtoras, o BB espera encerrar 2011 com volume igual a R$ 60 milhões em contratações. Além disso, há ainda R$ 200 milhões em operações em análise.

"O crédito imobiliário está bastante aquecido, e o crescimento nas operações continua alto, até porque tínhamos uma base pequena. Mas tende a continuar elevado também no ano que vem", destaca Luís Carlos Moscardi, superintendente do BB no Estado.

Segundo ele, para acessar a linha "BB Crédito Imobiliário", o interessado não precisa ser correntista do banco. Para efeito de análise e obtenção do financiamento, a instituição oferece ao cliente a possibilidade de compor sua renda com o cônjuge, incluindo os homoafetivos, ou até dois familiares.

Condições

No BB, o proponente pode adquirir um imóvel residencial, comercial, misto, multifamiliares, novo ou usado, dentro de várias linhas de crédito no âmbito do SFI, CH e SFH, com ou sem a utilização do FGTS, com financiamento de até 90% do bem (incluindo despesas decorrentes do financiamento do imóvel). O pagamento pode ser feito em até 360 meses, com taxas entre 8,4% e 10% ao ano + TR na opção de juros pós-fixados para imóveis no valor de até R$ 500 mil. Já na opção de juros prefixados, a taxa varia entre 11,50% a 13,55%.

Ainda entre as condições de financiamento, o banco oferece carência de até seis meses para começar a quitar. Durante esse período, o mutuário paga apenas os juros da operação, o seguro e a tarifa de administração do contrato. Outro diferencial é a "Prestação Pula", que permite ao cliente escolher um mês do ano em que não será cobrada a mensalidade, a qual é diluída nas 11 demais. A outra novidade refere-se à portabilidade do financiamento de outras instituições financeiras.

34 OPERAÇÕES
Primeiros contratos do MCMV fechados

Em novembro de 2011, o Banco do Brasil contratou R$ 2,7 milhões por meio do programa de habitação popular

Ainda no âmbito do financiamento imobiliário, o Banco do Brasil (BB) expande a sua carteira de crédito por meio do programa do governo federal de habitação popular, o Minha Casa Minha Vida (MCMV). Em novembro deste ano, o BB formalizou as primeiras 34 operações na modalidade no Ceará, totalizando R$ 2,7 milhões. Por enquanto, a instituição atua apenas na oferta de financiamentos na faixa de renda que vai de três até dez salários mínimos, mas pretende, em 2012, atender o público cuja renda fica entre zero e três salários mínimos. Neste segmento, o BB vai operar com imóveis novos, com preferência para aquelas unidades originadas de financiamentos destinados à produção.

O modelo de negócio para a atuação no MCMV prevê ainda que o Banco do Brasil firme parcerias com empresas especializadas no crédito imobiliário para o segmento de negócios com a pessoa física, que atuarão como correspondentes mobiliários. Essas empresas parceiras ficariam responsáveis pela origem dos negócios, com o crédito imobiliário, além do estudo da operação e sua contratação depois que o Banco aprovar a operação de crédito.

Novas diretrizes

O Ministério das Cidades fixou diretrizes da segunda etapa do MCMV para municípios com até 50 mil habitantes. A portaria está no Diário Oficial da União da última terça-feira. As diretrizes trazem mudanças nos critérios de seleção em relação aos adotados na primeira etapa do programa. Uma delas é a prioridade na seleção para municípios em situação de calamidade pública, para os que integram o Plano Brasil sem Miséria e para os que tenham propostas de empreendimentos voltados a famílias residentes em área de risco. Outra alteração é que a prefeitura precisa fornecer a documentação dos terrenos no momento em que apresentar a proposta de projeto para participar do programa. (ADJ)

Diário do Nordeste


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