
Um mês depois da reunião e a assinatura do acordo que pôs fim a greve dos policiais militares do Ceará, representantes da categoria e o governo do estado devem se reunir mais uma vez para discutir pontos da proposta que, segundo os policiais, ainda não foram cumpridos. A reunião está marcada para a tarde desta sexta-feira (3) e já estava prevista pelo acordo assinado.
De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE), a preocupação maior é a anistia para os policiais. No acordo firmado, o governo não irá instaurar, nem dar continuidade, em processos administrativos a policiais que tenham participado de manifestações da paralisação.
Mas, de acordo com o estatuto militar, a realização de greves e paralisações é proibida. Essa questão está fora da competência do governo do estado, e é justamente em cima disso que os policiais podem responder a processos. De acordo com Queiroz, eles devem pedir apoio ao poder público para pedir aprovação de uma lei que anistie os pms de terem participado da greve.
Outro ponto que ainda não foi cumprido é a incorporação do novo vencimento dos policiais. A secretaria de Planejamento explicou que durante a greve, o poder legislativo estava de recesso. A nova incorporação tem que seguir como mensagem do governo e ser aprovada pela assembleia para só então ser paga. Os trabalhos nos legislativos foram retomados na quinta-feira (2).
De acordo com a mensagem haverá a incorporação da gratificação de R$ 920,18 (antes pago somente para os pms do turno da da noite) ao salário base de todos os 24.653 policiais militares e bombeiros, sendo retroativo a 1º de janeiro de 2012. Desses, 22.587 são o efetivo da PM.
GREVE - Os policiais militares do Ceará entraram em greve no dia 29 de dezembro de 2011 e permaneceram de greve até o dia 3 de janeiro. A movimentação começou tímida, porém ganhou força e impacto. No dia 3 de janeiro, considerado o ápice da greve, a capital cearense e cidades no interior do estado chegaram a parar.
Com informações repassadas pelas ruas de que arrastões estavam sendo realizados, muitas lojas fecharam as portas. Até a própria prefeitura encerrou o expediente ao meio dia e liberando os servidores para que fossem para casa "com mais segurança".
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