A economista Tânia Barcelar foi a segunda a fazer sua explanação no Fórum Desafios do Nordeste, Como Manter o Crescimento - O Papel da Mídia, e destacou os caminhos que o Brasil e o Nordeste deve seguir para manter e ampliar o desenvolvimento. De acordo com ela, a área de petróleo e gás e a produção de alimentos devem ser olhados com muito atenção pelo governo.
Tânia revelou também que o Nordeste lida bem com a atual crise internacional graças as políticas públicas e políticas sociais que começaram a ser implantadas na região há alguns anos. Aumento do salário mínimo também foi importante para que o Nordeste chegasse neste momento e não se assombrasse tanto com uma crise internacional, de acordo com a economista.
Para a palestrante, o Brasil saiu razoavelmente da crise internacional de 20808 por que se tornou menos dependente do países desenvolvidos e mais dos países em desenvolvimento, “Estávamos vendendo menos para os que estavam sofrendo mais com a crise de 2008 e vendendo mais para quem sofria menos”.
O PAC foi colocado por Tânia como importante na infraestrutura e para a Construção Civil. “O povo fazendo greve na Europa e a Construção Civil crescendo 37% no semestre em Pernambuco”, enfatizou.
Sobre as oportunidades para o Brasil, ela destacou o setor de petróleo e gás e produção de alimentos. “Este pais tem terra, tem água e tem tecnologia, então o Brasil é parte para solução deste problema”.
“O Brasil recente começou a incentivar a agricultura patronal e a agricultura familiar. Agricultura patronal é boa para exportar, mas não gera empregos, por isso a importância da familiar”, afirmou.
As pequenas e médias empresas também são fundamentais neste processo, de acordo com Barcelar. “Grandes projetos são bem vindos, são estruturantes, mas temos que ter o mesmo entusiasmo que temos com as grandes, ter com as pequenas e médias empresas”.
Educação também tem que ser vista com bastante atenção “é o nosso calcanhar de Aquiles”.
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