Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil e está situado a leste da região Nordeste. Tem como limites: Pernambuco (N e NO); Sergipe (S); Bahia (SO); e oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27.767 km², sendo ligeiramente maior que o Haiti. Sua capital é cidade de Maceió.
É formado por 102 municípios e suas cidades mais populosas são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Rio Largo, São Miguel dos Campos, Coruripe, Delmiro Gouveia, Campo Alegre.
Relevo: O relevo é modesto, em geral abaixo dos 300 metros. Planície litorânea, planalto a N e depressão no centro.
Ponto mais elevado: serra Santa Cruz (844 metros).
Rios principais: São Francisco, Mundaú e Paraíba do Meio. (Veja a lista de rios de Alagoas)
Vegetação: floresta tropical, mangues litorâneos e caatinga.
Clima: tropical.
Localizado entre os dois maiores centros açucareiros do Nordeste - Pernambuco e Bahia -, o estado desenvolveu e consolidou sua economia, baseada nos engenhos de açúcar e na criação de gado, em que predominava o trabalho escravo de negros e mestiços. Entre os séculos XVI e XVII, piratas estrangeiros atacam sua costa, atraídos pelo pau-brasil. No início do século XVI a região foi invadida pelos franceses. Porém, em 1535, Duarte Coelho Pereira, donatário da capitania de Pernambuco, retomou o controle da área para os portugueses. Duarte ainda incentivou o plantio da cana e a construção de engenhos.
No século XVII os holandeses ocuparam a área de onde só saíram em 1645. Data também do século XVII a formação do Quilombo dos Palmares, constituído por escravos fugitivos e destruído em 1690.Para manter o domínio do território, os colonizadores entram em choque com os nativos e dizimam tribos indígenas hostis, como os caetés. A partir do fim do século XVI, Alagoas e Pernambuco sediam o mais importante centro de resistência dos negros, o Quilombo dos Palmares, destruído em 1694 por Domingos Jorge Velho, após quase um século de existência.
Na maior parte do período colonial, Alagoas pertence à capitania de Pernambuco. Torna-se comarca em 1711 e separa-se em 1817, para se transformar em capitania autônoma. A separação é uma represália do governo central à Revolta Pernambucana. Com a independência do Brasil, em 1822, é convertida em província. Em 1839, Maceió passa a ser a nova capital, em substituição à cidade de Alagoas, hoje Marechal Deodoro. Durante o Império, movimentos como a Confederação do Equador e a Cabanada aí tiveram lugar. Mesmo no período republicano, Alagoas mantém as características econômicas e sociais de seu passado colonial: economia agrícola, com base nas produções canavieira (Zona da Mata) e algodoeira (Agreste), e pequena industrialização. A sociedade permanece dependente do poder e do clientelismo dos coronéis, grandes latifundiários e chefes das oligarquias locais.
A partir dos anos 60, a economia alagoana se beneficia dos programas da Sudene para a exploração do sal-gema, recebendo também investimentos da Petrobras para a prospecção e produção de petróleo.
Teve seu primeiro presidente eleito pelas eleições diretas, Fernando Collor de Melo.
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