Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no centro-leste da região Nordeste e tem como limites os estados da Paraíba e Ceará (NO), oceano Atlântico (L), Alagoas e Bahia (S), e Piauí (O) e ocupa uma área de 98.937,8 km² (pouco menor que a Coréia do Sul). Sua capital é a cidade de Recife (a sede administrativa é o Palácio do Campo das Princesas).
A origem do nome Pernambuco é controversa, alguns estudiosos afirmam que era a denominação nas línguas indígenas locais da época do descobrimento para o pau-brasil (Caesalpinia echinata). A mais aceita no entanto é que o nome vem do tupi Paranã-Puca, que significa "onde o mar se arrebenta", uma vez que a maior parte do litoral do estado é protegida por paredões de recifes de coral.
Os municípios mais populosos são Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Caruaru, Paulista, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Vitória de Santo Antão.
A História de Pernambuco começa em 1532, quando foi criada a capitania de Pernambuco (ou Nova Lusitânia), doada a Duarte Coelho Pereira, que fundou Olinda e iniciou a cultura da cana-de-açúcar. Em 1630, chegaram os holandeses, que ocuparam Recife (Mauritsstad, ou Mauricéia), até então com poucos habitantes portugueses. Maurício de Nassau ajudou a desenvolver a cidade, com diversas obras de infra-estrutura, benefícios fiscais e empréstimos. Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela WIC, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência ainda existente. Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos Guararapes. Foi nesta ocasião que se diz ter nascido o Exército brasileiro.
Após a expulsão holandesa, o estado passou a declinar junto com restante do Nordeste, devido à transferência do centro político-econômico para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Confederação do Equador, movimento separatista pernambucano. A qualidade do açúcar refinado holandês, agora produzido nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também ajudou a acelerar a decadência do estado, que era baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar. Buscando novos meios de renda, aumenta o comércio no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas como a Guerra dos Mascates.
As principais instalações educacionais do estado estão concentradas na capital, que conta com a oitava melhor universidade pública do país, a UFPE.
Pernambuco tem suas principais faculdades e universidades fundadas no século XIX e XX. Algumas se destacaram nacionalmente, como a centenária Faculdade de Direito do Recife, fundada a 11 de agosto de 1827, aprovada juntamente com a de São Paulo, ainda sob governo de Dom Pedro I. Outras se destacaram pelo pioneirismo, como a UFPE, que, completando 60 anos em 2006, é a mais antiga do Norte/Nordeste.
Mortalidade infantil 38,7‰
Médicos 12,6 por 10mil hab.
Leitos hospitalares 2,7 por 1000 hab.
Apesar da grande carência de instalações de saúde básicas no interior do estado, a capital possui dezenas de grandes hospitais e três grandes hospitais públicos (da Restauração, Barão de Lucena e Getúlio Vargas, além do Hospital das Clínicas, da UFPE) que atendem a enfermos de toda a Região Metropolitana e também dos oriundos do interior. O pólo de hospitais particulares, equipados com máquinas de última geração, faz da capital Recife o segundo maior pólo médico e hospitalar do Brasil.
PNAD 2004
Brancos 37%
Negros 4%
Pardos 58%
Segundo o IBGE, o estado de Pernambuco tem aproximadamente 8.413.593 habitantes em 2005, dos quais a maioria é parda. Pernambuco tem 47% de homens, e 53% de mulheres, também segundo o IBGE.
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